sexta-feira, 18 de junho de 2010

Te amar foi um erro, ou o começo dos meus acertos? parte II

PARTE II

         Clara foi caminhando calmamente para casa perdida em seus pensamentos, ela nunca tinha visto um menino tão lindo quando o Rafael, tão atencioso, e que ainda por cima gostava de Shakespeare. Clara estava encantada por aquele menino que surgiu na sua vida de repente. 
        No outro dia como de costume Clara foi para o parque ler, mas chegando lá, Rafael a avistou e foi correndo em direção de Clara, e lá passaram a tarde inteira conversando, e isso se repetiu durante as férias todas.
20 DE FEVEREIRO
Chegando à escola, Clara era só alegria, até que no meio daquela multidão viu Rafael, ela não sabia que Rafael estudava na mesma escola que ela, nesses meses que ela conviveu com ele nunca tinham falado de escola, então ao vê-lo não hesitou em correr ao seu encontro e abraçá-lo.
- Rafa, o que você faz aqui?
- Vim estudar né, o que se faz em uma escola?
Os dois riram.
- Rafa tenho que ir acertar uns papeis lá na secretaria, depois a gente se fala, tchau.
        Clara saiu correndo para o banheiro, tentando controlar a respiração, e acalmar seu coração que parecia que iria sair pela boca. Clara ficou ali trancada no banheiro até o sinal bater e foi andando calmamente pelos corredores, ela carregava seus cadernos junto ao seu peito, só que sem tanta força como ou de costume até que viu algo que ela não queria ver, não seria possível, aquele não era o Rafael, não podia ser. 
        Ela apertou seu caderno contra o peito com toda a força que tinha, e tentou segurar o choro, um buraco se abriu em seu peito, como ela gostaria de estar no lugar daquela menina, por que não era ela nos braços de Rafael? Talvez se ela estivesse lá estragaria com toda a beleza da cena, os dois combinavam tão perfeitamente, o tom de pele, os cabelos... Nessa hora ela sentiu uma pontada no peito a dor queria sair para fora, e ela não podia deixar que isso acontecesse. Ninguém podia perceber o que ela estava sentindo muito menos ele, mas já era tarde de mais, as lágrimas começaram a rolar pelo rosto, e ela não conseguia pensar em nada, a não ser apertar aqueles cadernos idiotas contra seu próprio peito, desejando que ela sumisse dali, nessa hora ela sentiu uns braços em sua volta, eram elas, suas amigas.
- Me tirem daqui, por favor! Foram às únicas palavras que Clara conseguiu pronunciar.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Te amar foi um erro, ou o começo dos meus acertos?

oi minha gente linda, eu resolvi fazer um conto, eu acho que ficou bem fofo, HUAISHAUIHUA; mas eu resolvi postar por partes por que ele ficou um pouco grande ele ficou enorme D:   Então eu vou posta-lo como uma novelinha, um capitulo por dia. Hoje postarei a primeira parte, espero que gostem ...

PARTE I

        Era Janeiro, e o sol estava se pondo e fazendo mais um belo show para todos que ali estavam. Clara era mais uma dessas pessoas que estavam ali apreciando aquele lindo pôr do sol, pra ela aquele pôr do sol tinha outro significado, ela tinha a sensação de que quando estava sentada embaixo daquela linda Figueira, sua dor cessava por alguns minutos, o que para ela já era o suficiente... 
        Clara não sabe bem quando aquele buraco se abriu no seu peito, só sabe que cresce a cada dia, ela suspeita que tudo tenha começado a um ano atrás, quando Rafael entrou na sua vida...
UM ANO ATRÁS (músiquinha de fundo -qq) 
        Era fim de tarde, e como de costume Clara pegou seu livro preferido Romeu & Julieta e foi para o parque, Clara foi contente, sorrindo para todos que encontrava pelo caminho, ela levava consigo seu livro apoiado contra seu peito com certa força poderíamos dizer.
       Chegando ao parque sentou-se junto aquela bela árvore, aonde ela costumava brincar de se pendurar quando criança, mas o tempo se passou e Clara não tinha mais idade para subir em árvores, por mais que que dentro  de si sentisse uma louca vontade. O que todos iriam pensar ao vê-la subindo em uma árvore? Para Clara o que os outros pensavam tinha um grande valor em todas as suas decisões, pelo menos até aquele momento. 
        Durante a leitura, Clara sem pensar duas vezes pegou no sono ali mesmo, com todos olhando, e não sonhou com nada, foi um sono vazio e calmo, até que uma voz ecoou pela sua cabeça e que a fez agarrar seu livro com força, o homem a cutucou e disse:
- Menina acho melhor você sair daqui está vindo um temporal horrível.
        A menina abriu os olhos lentamente e se pôs a observar o céu, aquele lindo sol de tarde já se tivera ido embora, e em seu lugar havia nuvens escuras. O menino ajudou Clara a se levantar e a acompanhou pelo parque, até que uma forte chuva começou a cair, o menino sem pensar, segurou a mão de Clara e correu até um lugar aonde eles estivessem protegidos da chuva.
- Obrigada moço, mas acho melhor eu ir para casa, minha mãe deve estar preocupada.
- Fique mais um pouco, pelo menos até a chuva parar, é só apenas uma chuvinha de verão, logo para. o menino abriu um sorriso lindo para Clara.
- Está bem eu irei esperar a chuva passar, só espero que não demore muito.
- Desculpa, eu esqueci de me apresentar, meu nome é Rafael, e o seu?
- Clara. Ela respondeu sem jeito.
- Bonito nome.
        Rafael tirou os olhos de Clara e os levou para o livro que ela trazia junto ao seu peito. 
- Shakespeare?! ótima escolha; ele é meu autor preferido, isso deve ser coisa do destino.
Rafael olha para Clara, e começou a rir sem jeito.
- A chuva já está acabando, acho que vou indo minha mãe deve estar louca atrás de mim. Tchau Rafael foi um prazer conhecer você. (o resto tá melhor que isso eu prometo)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O valor das coisas






O valor das coisas não está apenas no momento em que elas duram, mas na intensidade com que elas acontecem. Não sei se você com você já aconteceu, mas comigo acontece constantemente; quando coloco a cabeça no travesseiro meu mundo parece parar por um segundo e começo a fazer um levantamento de como foi meu dia, colocando na balança as coisas boas e ruins que aconteceu naquele dia; e normalmente percebe que apenas um simples gesto como um abraço de um amigo ou um colo de pai, transformou aquele que seria apenas mais um dia insignificante, em um momento inesquecível... E o valor das coisas está nesses momentos, está nos pequenos gestos, e aquelas coisas inexplicáveis que acontecem sem que esperemos. É, a cada volta que a Terra dá em volta do seu próprio eixo nos dá menos tempo para vivermos esses momentos, então já está na hora de você levantar essa bundinha daí e começar a viver esse momentos para não se arrepender, por que depois pode ser tarde demais.
                                                                                    - paulagrando

domingo, 13 de junho de 2010

máscaras


Eu cansei, simplismente cansei, não tenho mais forças pra sorrir enquando por dentro estou em pedaços e louca para chorar, segurar o choro me machuca, mas se eu por tudo para fora, posso assustar alguém. Eu odeio essas máscaras que a sociedade nos obriga a vestir; mas se não vestimos vamos ser esmagados, precisamos parecer fortes, mesmo que sejamos fracos, pra que tudo isso? era a única resposta que eu queria. Eu não sou tão forte assim, eu também tenho meus momentos de raiva, vontade de chorar, vontade de sair gritando por ai, mas minha máscara não me permite fazer isso, quantas vezes minha máscara caiu no chão sem que eu perceba, e todos viram o meu verdadeiro eu, eu me senti tão bem, colocando tudo o que estava sentindo pra fora, sair daquela casca me fez tão bem, mas essa maldida sociedade me obrigou a vesti-la de novo. Essa pessoa atrás dessa maldita máscara não sou eu. Eu não sou tão forte assim ... Você deve estar pensando, "nossa ela deve ser falsa" não gente, não é máscara de falsidade que eu estou falando,e sim das máscaras que nos servem como escudo do mundo, nos protegem, evitam que as pessoas nos machuquem. TODAS as pessoas usam essa máscara, são obrigadas a vesti-las, caso contrário não conseguem viver nesse mundo. Eu estou de saco cheio dessas máscaras, e com vontade de joga-las para cima, e acho que não sou só eu, você também deve ter essa vontade, mostrar nossos sentimentos é algo tão bonito, pena que essa sociedade não liga para isso :( acho que já passou a hora de todos nós jogarmos essas máscaras para o alto, e começarmos a viver a vida com a intensidade que ela deve ser vivida.
                                                                                    - paulagrando

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Perda.


Acho que a perda é a pior dor que alguém pode sentir, é como se uma parte de nós fosse arrancada; nos sentimos sozinhos, tristes, sem chão e com medo, medo de continuar a viver. Perder alguém que gostamos não é fácil, apesar de saber que todos terão que partir mais cedo ou mais tarde, nunca estaremos preparados para sentir tamanha dor. É estranho só de pensar em como seria viver sem aquela pessoa cuja qual temos tanto afeto, aquelas que amamos. Eu não consigo entender, por que sempre as pessoas que mais gostamos tem que serem os primeiros a partir, e são justamente essas pessoas que mais nos machucam com suas partidas inesperadas, elas se vão, e levam junto nossa felicidade, nos deixando sozinhos com nossas angustias por não termos dito tudo o que queriamos, por não ter dado aquele último abraço. Será que nos privarmos de gostar das pessoas é uma boa forma de evitar a dor da partida? Se privar de um amor de pai e mãe, o carinho de um amigo... É, isso não me parece uma boa decisão; não podemos nos privar de tal ato por medo de sermos deixados para trás. Nossa vida é curta demais para cada um viver fechado no seu mundinho, ás vezes é melhor sofremos a perda do que nunca sentir como é ser amado por alguém.
                                                                                    - paulagrando