terça-feira, 14 de setembro de 2010

falsos atos levam o coração a demoradas reformas.



Nem sempre um pedido de desculpas pode concertar um coração partido por nossas atitudes erradas, as vezes a única coisa que podemos fazer é tentar demonstrar que estamos arrependidos por nossos falsos atos. Quem sabe assim possamos começar a reconstrução de um pequeno coração que deixamos partido sobre o chão, essa construção será lenta, pois pedaços de um coração não são como tijolos, cada pedaço de um coração carrega consigo uma história, e uma vez partida dificilmente a história se encaixara novamente.
                                                             - paulagrando

domingo, 12 de setembro de 2010

pode ser que falte tempo.


Desde que você começa a pensar que possuí tudo, começa a parte onde você descobre que não tem nada. Assim como um dia você está vivo e no outro poderá estar morto soterrado abaixo de sete palmos de terra. Para que temos que esperar para comer a sobremesa depois, se é a parte da refeição que mais gostamos? e se não tivermos tempo? e se a sobremesa acabar antes que possamos no servir?
Para que esperar para dizer um eu te amo aquela pessoa que você ama, ou dá um abraço apertado em seus pais, ou dizer aquela amiga o quanto ela é especial para você, pra que esperar, não sabemos se teremos outra chance de fazer isso.
Quantas pessoas, pais, filhos, mães, estavam dentro das torres gêmeas quando estas foram atingidas, quantas pessoas morreram brigadas com seus familiares, quantas morreram a procura de um sonho, e quantas apenas assistiram aqueles enormes e elegantes prédios vir abaixo em poucos segundos. Quem se vai não sofre tanto, mas e quem fica aqui; sofrer de remorso por ter brigado com aquela pessoa, por não ter dado o último beijo, o último abraço, e assim os corações de quem ‘sobrevive’* vão sendo corroídos pelo remorso e pela prepotência de não ter feito nada.

                                                                            Sobrevive*: por que para mim viver com um coração cercado pela dor e pelo remorso de não ter sido mais, mais atencioso, mais carinhoso, mais amável, mais atencioso, mais companheiro, não é sobreviver é apenas existir.
                                                                               - paulagrando

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

é o certo a fazer.


Depois de ter passado noites em claro pensando em alguma solução, eu a encontrei. Confesso que não foi fácil, mas trancar meu coração em um baú foi à única forma que achei para que ele não se machucasse ainda mais, e para que pudesse se recuperar de todas as cicatrizes e danos sofridos. Bom, é estranho, mas esse foi o único jeito de proteger meu pobre coração.
Foi uma decisão difícil, pois com ela, sinto sobre mim o peso da desistência. Desistir de amar dói muito, mas se parar para pensar bem no assunto, você descobre que há alguns pontos positivos nessa escolha, como parar de ser dependente de alguém para ser feliz. 
Quando se priva um coração de amar, você correr alguns riscos como o de se tornar uma pessoa fria e sem sentimentos, eu estou disposta a correr esses riscos, mas darei o melhor de mim para não ser uma pessoa assim, pois pretendo amar alguém um dia, mas somente quando esse sentimento for recíproco. Por enquanto, meu coração ficará trancando lá até parar pulsar enlouquecidamente por aquele alguém que não me quer bem.
                                                            paulagrando

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Xeque-Mate



Depois de ter participado de inúmeras jogadas você começa a entender as regras do jogo, e começará realmente a fazer parte desse jogo, onde o vencedor demora a aparecer. Alguns jogadores sabem mentir, ludibriar, montar armadinhas e deixar pra lá enquanto outros, sabem disfarçar. Este é um jogo de blefes e Xeque-mates. Às vezes a rainha se apaixona, às vezes a rainha mata, consequentemente essa peça é tirada do seu jogo, mas não importa quantas peças forem tiradas do seu tabuleiro só se preocupe em manter seu rei de pé ou caso contrário fim de jogo para você.
                                                                                    - paulagrando